Tragédia em Crans-Montana: o outro lado do acidente que não chega às notícias
No dia de Ano Novo, a estância de esqui suíça de Crans-Montana foi palco de uma tragédia que chocou o mundo: um incêndio num bar causou a morte de 40 pessoas, incluindo adolescentes e cidadãos portugueses, e deixou 119 feridos, muitos com queimaduras graves. As notícias centram-se, compreensivelmente, na perda humana, a mais importante de todas. Mas há um lado da história que raramente é discutido: o lado técnico, os erros de segurança e os procedimentos que falharam.
O bar “Le Constellation”, localizado numa cave e com grande afluência de público na noite de passagem de ano, tornou-se rapidamente num cenário de caos. Relatos iniciais indicam que o incêndio teve origem em velas incandescentes colocadas sobre garrafas de champanhe, que inflamaram o teto e se propagaram com velocidade alarmante. Em poucos minutos, o fogo consumiu parte significativa do espaço, enquanto os clientes tentavam desesperadamente encontrar uma saída.
O pânico aumentou quando muitos perceberam que não existiam rotas de fuga claras. Em locais de afluência elevada, a falta de saídas acessíveis e sinalizadas transforma qualquer incidente num desastre de proporções dramáticas. A combinação de corredores estreitos, portas trancadas e barreiras físicas criou uma situação quase impossível de evacuação. Sobreviventes relataram momentos de extremo desespero, onde cada segundo contava, mas não havia procedimentos claros de emergência.
Além da ausência de protocolos de evacuação, os funcionários não tinham formação específica para lidar com incêndios. Detectores de fumo, sistemas de alarme e extintores, se existiam, não tiveram impacto suficiente para conter a propagação ou alertar atempadamente todos os ocupantes. Pequenos detalhes técnicos, muitas vezes considerados secundários, revelaram-se fatais. O número de vítimas poderia ter sido significativamente menor se medidas básicas de autoproteção tivessem sido implementadas e testadas regularmente.
Este episódio evidencia que o acidente não acontece apenas porque algo pega fogo, mas porque sistemas de prevenção falham, procedimentos não são cumpridos e responsáveis não se preparam para cenários críticos. Cada detalhe negligenciado aumenta exponencialmente o risco de vidas perdidas. É um lembrete para gestores de espaços públicos, bares, restaurantes, hotéis e qualquer edifício com afluência de público: a prevenção não é opcional, é vital.
At Alves & Rasteiro acumulamos mais de 10 anos de experiência na elaboração e implementação de Medidas de Autoproteção (MAP), tendo atuado em mais de 2.500 edifícios e prestado serviços a mais de 1.000 clientes em todo o país. As MAP garantem que os equipamentos e sistemas de segurança funcionam corretamente, que os ocupantes conseguem evacuar em segurança e que as condições de segurança definidas em projeto são mantidas ao longo do tempo.
Se gere um edifício, estabelecimento ou recinto, nós podemos ajudá-lo a avaliar os riscos, implementar os procedimentos adequados e assegurar o cumprimento da legislação em vigor. Garantir a segurança de todos não é apenas uma obrigação legal, é uma responsabilidade ética.





