3 exemplos que demonstram a importância da formação em Segurança Contra Incêndios

A Segurança Contra Incêndios em Edifícios é uma área altamente regulada em Portugal. Apesar de o Decreto-Lei que instituiu o Regime Jurídico da Segurança Contra Incêndios em Edifícios (RJ-SCIE) ter sido promulgado há mais de 10 anos, ainda há algum desconhecimento acerca das exigências legais nesta área, nomeadamente de que as entidades devem ministrar formação em Segurança Contra Incêndios, bem como realizar um simulacro, quando exigível nos parâmetros legais, dentro da periodicidade estabelecida nas Medidas de Autoproteção.

Então, ter o documento das Medidas de Autoproteção não chega?

Não, não chega. Depois de elaboradas as Medidas de Autoproteção, e devidamente validadas pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), é necessário dar formação às pessoas, para que, em caso de incêndio, elas saibam como proceder. Em determinadas tipologias de edifícios é também obrigatório realizar um simulacro, que consiste num exercício de simulação de uma situação real de emergência.

Quer na formação, quer nos simulacros, são esclarecidas dúvidas e podem ser detetadas ações de melhoria que maximizem a eficácia das Medidas de Autoproteção, permitindo, em caso de emergência, salvar vidas.

Ao longo dos anos, na Alves & Rasteiro temo-nos deparado com diversas situações que ilustram bem a importância de fazer esta implementação das Medidas de Autoproteção. Selecionamos três situações distintas, que demonstram a abrangência de situações que podem surgir, e nas quais a implementação das Medidas de Autoproteção fez, ou teria feito, a diferença.

Exemplo 1: Pessoa com patologia do foro psiquiátrico recusa-se a sair da instituição

Durante um simulacro numa instituição onde residem pessoas com diversas patologias, uma delas, com uma patologia do foro psiquiátrico, recusava-se terminantemente a abandonar o edifício, a não ser na presença do motorista da instituição.

Com o exercício de simulacro, esta questão pode ser identificada, permitindo definir previamente que, em caso de necessidade de evacuação, o motorista de serviço está responsável por localizar essa pessoa, e acompanhá-la na evacuação do edifício.

Se o simulacro não tivesse sido realizado, este problema não seria identificado, e nenhuma solução seria encontrada. Em caso de emergência real, esta questão poria em risco a vida não só da pessoa com a patologia, mas também de todos as outras pessoas dentro do edifício.

Exemplo 2: Pessoas permanecem em perigo por não saber para onde ir

Há algum tempo, na zona do Alentejo, ocorreu um sismo de baixa magnitude. Numa sala de aula, nem professora nem alunos souberam como reagir, o que fazer ou para onde ir, pois nunca ninguém os tinha preparado para aquela situação.

Se tivessem tido formação, saberiam avaliar a situação, e seguir os procedimentos que lhes tivessem sido recomendados, de forma a protegerem-se da melhor forma.

Estes procedimentos facilitam também o trabalho às equipas de socorro, permitindo que a intervenção seja mais rápida e efetiva.

Exemplo 3: Professora entra em pânico por não saber o que fazer, e abandona os alunos

Na mesma zona, mas numa escola diferente, uma professora, sentindo o sismo e apercebendo-se de que não sabia como agir para se ajudar a si própria e aos seus alunos, entrou em pânico, e abandonou os seus alunos na sala. Esta atitude poderia ter tido graves consequências para a professora e para os alunos, pois a professora abandonou a sala sem noção sequer de alguma rota de evacuação, além de ter alarmado os seus alunos ao entrar em pânico, e agravando o medo e o stress inerentes à situação em si.

Se as pessoas envolvidas nesta situação tivessem tido formação para responder a esta emergência, mesmo sob pressão, teriam as ferramentas necessárias para se auto protegerem da melhor forma dentro daquele contexto, e para se entre ajudarem.

Os três exemplos demonstram claramente que a prevenção é mesmo o melhor remédio para responder a situações de emergência, e que a proteção depende de todos, e de cada um.

É por isso que, na Alves & Rasteiro, não só elaboramos as Medidas de Autoproteção como também oferecemos serviços de formação e simulacros, que permitem dotar as pessoas e as entidades das ferramentas necessárias para fazer face a situações que, infelizmente, não têm dia nem hora marcada para acontecer.

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