Para que serve um simulacro? Conheça as vantagens

A realização de simulacros, periodicamente, é uma atividade de extrema importância no âmbito da segurança contra incêndios em edifícios. É, inclusivamente, um requisito legal para vários edifícios, como veremos mais à frente. Mas, mais relevante que a obrigatoriedade legal, são os benefícios que os simulacros trazem em termos de segurança, prevenção, e minimização de riscos e danos, em caso de incêndio.

Um simulacro é um “teste ou experiência que pretende reproduzir as condições de evento ou situação real, como forma de treino ou preparação” (in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa). Ou seja, num simulacro é representada uma determinada situação como se fosse real, para simular o acontecimento e o respetivo curso de ação.

Estes exercícios servem para que, numa situação real, seja mais fácil de lidar com a ocorrência, e com os sentimentos de medo e pânico que lhe estão inerentes, permitindo transmitir às pessoas como devem agir, minimizando danos e os riscos associados à operação de socorro.

Para maximizar os efeitos benéficos, os simulacros devem conceber diversos cenários, com gravidade distinta, abrangendo o maior número de situações e pessoas possível.

É obrigatório por lei realizar um simulacro?

Depende. Há determinados edifícios cuja realização periódica de simulacros é obrigatória. Estas tipologias de edifícios estão devidamente identificadas no Decreto-lei n.º 220/2008 de 12 de novembro (na sua atual redação), conforme o quadro em baixo.

Legalmente, nenhum edifício classificado como sendo de 1ª categoria de risco é obrigado a realizar simulacros, à exceção dos edifícios cuja utilização é do tipo IV - Escolares (que devem realizar um exercício no início de cada ano escolar). A partir da 2ª categoria de risco a obrigatoriedade de realização periódica de simulacros varia consoante a tipologia do edifício. Vejamos alguns exemplos (fictícios):

Exemplo 1: O cinema “Hollywood & Co.” (edifício de utilização tipo VI) está classificado como sendo um edifício da 3ª categoria de risco. Então, o cinema “Hollywood & Co.” tem que realizar um simulacro pelo menos* de 2 em 2 anos.

Exemplo 2: O jardim de infância “Bebés felizes” (edifício de utilização tipo IV) está classificado como 2ª categoria de risco, com local de risco D (permanência de crianças com 3 anos ou menos). Assim, no edifício onde funciona o “Bebés felizes” já é necessário realizar um simulacro pelo menos* uma vez por ano.

*Nas Medidas de Autoproteção aprovadas poderá estar definido um intervalo de tempo mais curto para a realização periódica de simulacros. Ou seja, para um edifício que legalmente tenha que realizar um simulacro a cada dois anos poderá estar definido que – aquele edifício em particular - terá que realizar um simulacro todos os anos.

Esse período é definido nas Medidas de Autoproteção, e nunca poderá ser num intervalo de tempo superior ao definido na lei, ou seja, nunca poderá estar definido que um edifício possa realizar simulacros apenas de 3 em 3 anos, por exemplo.

Porque devo fazer simulacros, mesmo que não seja obrigatório para o meu edifício?

A realização periódica de simulacros oferece várias vantagens para a segurança e prevenção contra incêndios, nomeadamente:

  • Preparam as pessoas para as situações

    O facto de já não ser uma situação totalmente estranha ajuda as pessoas a manterem a calma e a reagir de forma racional, minimizando os sentimentos de medo e pânico que são naturais em situações de adversidade.

  • Ensinam a agir

    Os simulacros permitem identificar erros na conduta das pessoas, fornecendo a oportunidade de corrigir os comportamentos.

  • Sensibilizam para a prevenção

    Depois de participarem num simulacro as pessoas tendem a ficar mais alerta relativamente a questões relacionadas com a segurança contra incêndios, como, por exemplo, a importância da correta sinalização das saídas de emergência.

  • Melhoram a resposta à emergência

    Na realização de simulacros são ativados todos os meios como se de uma emergência real se tratasse. Este facto torna especialmente relevante a realização de simulacros, pois coloca em prática os procedimentos definidos, garantindo a sua operacionalidade, ou, caso se verifiquem inadequados, a respetiva correção.

Quero realizar um simulacro. O que preciso fazer?

Para realizar um simulacro é necessário fazer um planeamento dos cenários, escolher a(s) data(s) de execução, notificar todas as pessoas e instituições que serão envolvidas nos diferentes cenários, definir os parâmetros de avaliação, etc. [Tipicamente] um simulacro tem 4 fases: Planeamento, a execução, avaliação e, por fim, a introdução de correções e/ou melhorias identificadas no relatório.

É muito importante assegurar a presença de um observador credenciado, de preferência externo, para garantir que todo o processo é bem elaborado, e para fazer uma avaliação imparcial de todo o processo.

Na Alves & Rasteiro Engenharia, Consultoria e Formação, temos uma vasta experiência na realização de simulacros, definindo os cenários mais adequados a cada edifício, supervisionando todo o processo - incluindo no(s) dia(s) da execução do(s) exercício(s) – e elaborando o relatório final, detalhando todas as correções necessárias e listando sugestões de melhoria que reforcem a segurança e a preparação das pessoas e das infraestruturas para uma resposta mais célere e eficaz em caso de deflagração de um incêndio.

Está na altura de realizar um simulacro no seu edifício? Nós ajudamos, contacte-nos! 


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